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Capacitação DigitalPrograma Nacional — Moçambique
Módulo 2 de 4 · Computação em Nuvem

Serviços e Arquitectura na Nuvem

Progresso neste dispositivo0/5

Recursos de computação e armazenamento

  • Texto: disponível
  • Síntese em leitura fácil: disponível
  • Leitura em voz alta pelo navegador: disponível
  • Alto contraste e navegação por teclado: controlos disponíveis
  • Vídeo e legendagem: por produzir
  • Língua de Sinais Moçambicana: por produzir
  • Revisão de acessibilidade por terceiros: por realizar

Os controlos de acessibilidade existem e funcionam. Isso não equivale a uma revisão de acessibilidade feita por terceiros: essa revisão está proposta e ainda não foi realizada.

Proposta pedagógica — por validar pela Ologa/ATDI. Este conteúdo é um rascunho preparado pela equipa. A sua disponibilidade na plataforma não significa aprovação nem validação técnica.

Duração prevista: 105 minutos, em sessão presencial.

Como o tempo desta lição está distribuído

  • Acolhimento e objectivos: 10 minutos.
  • Exposição: 35 minutos.
  • Actividade prática: 50 minutos.
  • Partilha e síntese: 10 minutos.

Objectivos da lição

  • Distinguir as famílias de recursos de computação — máquina virtual, contentor e execução sem servidor — e indicar quando cada uma serve.
  • Distinguir armazenamento de blocos, de ficheiros e de objectos, e escolher o tipo adequado a um caso de serviço público.
  • Criar, em ambiente de formação, um recipiente de objectos privado na Amazon Web Services, verificar que está fechado ao exterior e apagá-lo no fim.
  • Preparar por escrito os parâmetros da máquina virtual que será criada na lição seguinte, depois de existir rede.

Explicação

Os recursos de computação são as várias formas de correr código na nuvem. A máquina virtual é a mais próxima do que já se conhece: um computador lógico, com sistema operativo próprio, ao qual se liga por acesso remoto e onde se instala o que for preciso. Dá liberdade total e, em troca, deixa à instituição a responsabilidade pelas actualizações, pela segurança do sistema operativo e pelo que lá corre. O contentor é uma forma mais leve: empacota a aplicação com as bibliotecas de que ela precisa e corre sobre um sistema operativo partilhado, arrancando em segundos e sendo fácil de replicar. A execução sem servidor visível, por vezes chamada serverless, vai mais longe: escreve-se uma função, o fornecedor trata de a executar quando é chamada e de a dimensionar, e a equipa deixa de gerir servidores. Serverless não quer dizer que não existam servidores; quer dizer que não são geridos por quem usa o serviço, e o custo tem normalmente várias componentes — execuções, tempo de execução, memória atribuída, tráfego e serviços associados — e não apenas o tempo de execução.

Estas três formas correspondem a graus diferentes de controlo e de trabalho. Uma aplicação antiga, que exige uma versão específica do sistema operativo, tende a ir para máquina virtual. Uma aplicação nova, feita em partes independentes, encaixa melhor em contentores, que são a base do estilo cloud-native e das práticas de integração e entrega contínuas, assunto retomado na última lição do módulo. Uma tarefa esporádica — converter um ficheiro, enviar uma notificação, tratar um formulário — é bom candidato à execução sem servidor.

Do lado do armazenamento há três tipos que não se substituem entre si. O armazenamento de blocos é o disco de uma máquina: rápido, é onde vive o sistema operativo e a base de dados. Na maioria dos casos um disco está ligado a uma máquina de cada vez, mas há discos partilháveis, previstos precisamente para aglomerados de servidores que acedem ao mesmo disco em simultâneo, com um sistema de ficheiros preparado para isso. O armazenamento de ficheiros é uma pasta partilhada em rede, acessível por vários computadores ao mesmo tempo, útil para documentos de trabalho de uma equipa. O armazenamento de objectos guarda ficheiros inteiros, cada um com um nome e com informação descritiva associada, acedidos por interface de rede em vez de sistema de ficheiros: é a escolha habitual para digitalizações, fotografias, cópias de segurança e registos que crescem continuamente.

Convém não exagerar as vantagens do armazenamento de objectos. Cresce muito, mas não é ilimitado: há quotas por conta e por recipiente, limites de pedidos por segundo e limites de tamanho por objecto, e o custo tem várias componentes — capacidade guardada, pedidos, tráfego de saída e, em alguns níveis de acesso, penalizações por leitura frequente ou por remoção antecipada. Dizer que é sempre mais barato é falso: depende do padrão de acesso. Para dados lidos muitas vezes ao dia, outro tipo de armazenamento pode sair melhor.

Nos serviços de objectos a terminologia difere entre fornecedores e convém não a baralhar. Na Amazon Web Services, o recipiente chama-se bucket e faz parte do serviço S3. No Azure, o recipiente equivalente chama-se contentor e vive dentro de uma conta de armazenamento, no serviço Blob Storage. São conceitos equivalentes no papel que desempenham — recipiente nomeado de objectos — mas não são a mesma coisa nem têm as mesmas regras de nomes, de permissões e de níveis de acesso. Dizer «bucket» a um contentor do Azure é impreciso; o que se pode dizer é que um corresponde ao outro. As regras de nomes de bucket admitem mais do que letras, números e hífenes — os pontos são permitidos, com restrições, e desaconselhados em certos usos — pelo que o padrão simplificado adoptado no laboratório é uma convenção nossa, e a regra oficial fica indicada nas referências.

Duas regras atravessam toda esta lição. Primeira: o armazenamento é privado por defeito e só se abre o que tiver mesmo de estar aberto, com justificação escrita. Segunda: tudo o que é criado num exercício é apagado no fim do exercício, junto do fornecedor onde foi criado, e a ordem de eliminação respeita as dependências entre recursos.

O arquivo de digitalizações do Serviço Distrital de Ondela (cenário fictício)

O Serviço Distrital de Ondela digitaliza processos de licenciamento. Hoje os ficheiros estão no disco de um computador do gabinete e são copiados à mão para um disco externo, às sextas-feiras, quando alguém se lembra.

A equipa propõe três mudanças. A aplicação de consulta dos processos passa a correr numa máquina virtual, porque depende de uma versão antiga de um componente. As digitalizações passam para armazenamento de objectos, privado, porque são ficheiros que só crescem e raramente mudam depois de criados. A pasta partilhada de minutas de despacho, essa, continua a fazer sentido como armazenamento de ficheiros, acessível a vários postos ao mesmo tempo.

Antes de decidir, a equipa anota duas perguntas de custo: quantas vezes por dia cada digitalização é consultada, e quanto tráfego de saída isso gera. Cenário fictício, para exercício. Não descreve nenhum serviço existente e não indica preços.

Actividade prática

Trabalho em pares, um computador por par, com alternância de quem executa — o Termo de Referência fixa o máximo de dois formandos por computador e recomenda um por computador sempre que o equipamento chegue, com 50 minutos de trabalho, seguidos de 10 minutos de partilha e síntese em plenário.

Primeira parte, em papel, 10 minutos: para o caso fictício de Ondela, decidam que tipo de computação e que tipo de armazenamento servem cada uma das três necessidades, com uma linha de justificação em cada.

Segunda parte, no ambiente de formação, 40 minutos: executar o laboratório abaixo. Dentro do par, uma pessoa executa a primeira metade dos passos e a outra executa a segunda; ambas registam evidência. Havendo um computador por pessoa, cada uma executa o percurso completo.

Quem ficar bloqueado num passo escreve o número do passo e a mensagem de erro exacta na ficha, e passa ao passo seguinte que não dependa dele.

Produto esperado: ficha do par com as três decisões justificadas, a evidência do laboratório, o registo de quem executou cada metade e a ficha de preparação da máquina virtual da lição seguinte.

Laboratório — Criar um recipiente de objectos privado e preparar a máquina virtual da lição seguinte

Laboratório por executar. Este guião ainda não foi executado por nós. O ambiente de formação está por preparar: a conta institucional de formação, os limites de consumo e as permissões são definidos pelo formador antes da sessão. Nunca se usam dados reais de pessoas, nunca se escrevem credenciais no material e nada é adquirido durante a aula. A leitura deste guião é preparação; não substitui a prática no ambiente real.

Percurso didáctico: Amazon S3 para o recipiente de objectos. A máquina virtual não é criada nesta lição: só é criada na lição seguinte, já dentro da rede virtual, porque a interface de rede de uma máquina não se muda para outra rede depois de criada. O fornecedor é exemplo de ensino, escolhido pela clareza da documentação, e não uma imposição do Termo de Referência nem uma recomendação de compra.

Pré-requisitos

  • Amazon Web Services — conta institucional de formação da entidade formadora, com orçamento e alertas de custo definidos pelo formador.
  • Amazon Web Services — utilizador ou papel de formação com permissões limitadas por política aos buckets cujo nome comece pelo prefixo da turma, com autorização para criar, listar, carregar e apagar apenas esses buckets.
  • Nenhum participante usa conta pessoal, associa cartão de pagamento ou introduz credenciais próprias. Os dados usados são fictícios.
  • Ficheiro de exemplo preparado antes pelo formador, sem dados de pessoas.
  • Navegador actualizado e ligação à internet estável. Se o ambiente falhar, a prática fica registada como pendente e é reagendada: a demonstração do formador serve para acompanhar o raciocínio, mas não substitui a execução pelos formandos.

Passos

  1. Entrar na consola da Amazon Web Services com o utilizador de formação e confirmar, antes de tudo, que está seleccionada a conta de formação e a região combinada.
  2. Abrir o serviço S3 e criar um bucket com um nome único global, seguindo a convenção do laboratório: apenas minúsculas, números e hífenes, começando pelo prefixo da turma, por exemplo formacao-nuvem-t01-g03. A regra oficial de nomes é mais permissiva do que esta convenção; fica indicada nas referências.
  3. Manter activo o bloqueio de todo o acesso público. O bucket fica privado; nenhum exercício deste curso torna público um recipiente de objectos.
  4. Carregar o ficheiro fictício de exemplo e confirmar que aparece na lista de objectos.
  5. Copiar o endereço do objecto e abri-lo numa janela anónima do navegador, sem sessão iniciada.
  6. Trocar de executante dentro do par e repetir a leitura da configuração: bloqueio de acesso público, política do bucket e lista de objectos.
  7. Preparação da lição seguinte, em papel: escrever na ficha o nome que a máquina virtual vai ter, o tamanho autorizado pelo formador, a região, o utilizador administrativo e o método de autenticação por chave. Nada é criado no Azure nesta lição.
  8. Registar na ficha o nome do bucket, a região e as horas de criação e de eliminação.

Como verificar o resultado

  • O bucket aparece na lista do S3 e o painel indica que o acesso público está bloqueado.
  • O objecto carregado aparece na listagem, com o tamanho esperado.
  • A abertura do endereço do objecto na janela anónima devolve explicitamente «acesso negado» — é esse o resultado correcto, e é uma verificação positiva de que a regra actua, e não um simples tempo de espera esgotado.
  • A ficha de preparação da máquina virtual está preenchida em todos os campos.

Problemas comuns

  • Nome de bucket recusado: os nomes são únicos em todo o mundo; acrescentar o código da turma e do grupo. Se o nome contiver maiúsculas ou sublinhados, é recusado pela própria regra oficial.
  • Falta de permissão para criar: confirmar que o nome começa pelo prefixo autorizado pela política de formação, e chamar o formador se persistir.
  • O endereço do objecto devolve «não encontrado» em vez de «acesso negado»: confirmar o nome exacto do objecto; ambos os resultados significam que não está público, mas só o primeiro confirma que o objecto existe.
  • Ambiente indisponível: registar a prática como pendente, com data de reagendamento, e não a dar por cumprida com a demonstração do formador.

Evidência a recolher

A evidência não pode conter segredos: sem chaves, sem palavras-passe, sem tokens, sem dados pessoais. Tapar identificadores de subscrição nas imagens.

  • Captura de ecrã das propriedades do bucket mostrando o bloqueio de acesso público activo, com o identificador da conta tapado.
  • Captura de ecrã da listagem de objectos com o ficheiro fictício carregado.
  • Captura de ecrã do resultado «acesso negado» na janela anónima.
  • Ficha do par com nome do bucket, região, horas, quem executou cada metade e os parâmetros preparados da máquina virtual.

Limpeza

  • Amazon Web Services, por ordem de dependência: apagar primeiro os objectos e só depois o bucket, que não pode ser apagado enquanto tiver conteúdo.
  • Confirmar que a listagem de buckets com o prefixo da turma deixou de conter o bucket do par.
  • Não há nada a apagar no Azure nesta lição, porque nada foi lá criado.

Apagar apenas os recursos criados neste exercício, dentro do grupo de recursos do exercício. Não apagar nada fora dele.

Síntese em leitura fácil

  • Máquina virtual dá mais controlo e mais trabalho; contentor é mais leve; sem servidor visível é para tarefas curtas e ocasionais.
  • Sem servidor visível não significa sem servidores: significa que não somos nós a geri-los, e o custo tem várias componentes.
  • Blocos é o disco de uma máquina, normalmente ligado a uma de cada vez, havendo discos partilháveis para casos próprios; ficheiros é a pasta partilhada; objectos é para ficheiros que só crescem.
  • O armazenamento de objectos tem quotas, limites e custo com várias componentes: não é ilimitado nem sempre o mais barato.
  • Bucket na Amazon e contentor no Azure desempenham o mesmo papel, mas não são a mesma coisa; o padrão de nomes usado no laboratório é convenção nossa, mais estrita do que a regra oficial.
  • O armazenamento é privado por defeito, e o que se cria apaga-se no fim, junto do fornecedor onde foi criado.

Verificação formativa

Estas perguntas não contam para a nota final e não são perguntas do exame final. Servem para a pessoa formanda confirmar o que percebeu.

  1. Um serviço recebe pedidos de certidão duas ou três vezes por dia e limita-se a enviar um aviso por correio electrónico. Que forma de computação estudar primeiro?
  2. «O armazenamento de objectos é ilimitado e é sempre a opção mais barata.» A afirmação está correcta?

Respostas comentadas da verificação formativa

As respostas abaixo pertencem às perguntas de verificação formativa desta lição. Não são perguntas nem respostas do exame final e não têm qualquer efeito na nota. Tente responder primeiro e só depois compare.

Pergunta 1. Um serviço recebe pedidos de certidão duas ou três vezes por dia e limita-se a enviar um aviso por correio electrónico. Que forma de computação estudar primeiro?

Resposta: A execução sem servidor visível, porque a tarefa é curta, esporádica e não exige manter um servidor sempre ligado.

Comentário: Antes de decidir, conviria ainda verificar os requisitos de protecção de dados e se o volume se mantém baixo ao longo do ano.

Pergunta 2. «O armazenamento de objectos é ilimitado e é sempre a opção mais barata.» A afirmação está correcta?

Resposta: Não. Há quotas e limites de pedidos e de tamanho, e o custo depende da capacidade, dos pedidos, do tráfego de saída e do nível de acesso escolhido.

Comentário: Para dados consultados muitas vezes por dia, outro tipo de armazenamento pode custar menos. A comparação faz-se com o padrão de acesso em mãos.

Referências consultadas

Progresso apenas neste aparelho. Sem sessão iniciada com matrícula numa turma deste curso, o que marcar fica guardado só aqui e não conta para a sua formação.

Marcar uma lição como feita não regista presença, não dá aprovação nem emite certificado.