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Capacitação DigitalPrograma Nacional — Moçambique
Módulo 1 de 4 · Computação em Nuvem

Fundamentos de Computação em Nuvem

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Nuvem pública, privada e híbrida

  • Texto: disponível
  • Síntese em leitura fácil: disponível
  • Leitura em voz alta pelo navegador: disponível
  • Alto contraste e navegação por teclado: controlos disponíveis
  • Vídeo e legendagem: por produzir
  • Língua de Sinais Moçambicana: por produzir
  • Revisão de acessibilidade por terceiros: por realizar

Os controlos de acessibilidade existem e funcionam. Isso não equivale a uma revisão de acessibilidade feita por terceiros: essa revisão está proposta e ainda não foi realizada.

Proposta pedagógica — por validar pela Ologa/ATDI. Este conteúdo é um rascunho preparado pela equipa. A sua disponibilidade na plataforma não significa aprovação nem validação técnica.

Duração prevista: 105 minutos, em sessão presencial.

Como o tempo desta lição está distribuído

  • Acolhimento e objectivos: 10 minutos.
  • Exposição: 35 minutos.
  • Actividade prática: 50 minutos.
  • Partilha e síntese: 10 minutos.

Objectivos da lição

  • Distinguir nuvem pública, privada, comunitária e híbrida pelo critério de quem a nuvem serve.
  • Explicar o que é multinuvem e em que difere de nuvem híbrida.
  • Identificar dois riscos e duas vantagens de uma solução híbrida para um serviço público.

Explicação

Os modelos de implantação respondem a outra pergunta: para quem existe esta nuvem. A nuvem pública é operada para uso do público em geral; qualquer organização contrata e a capacidade é partilhada com outros consumidores. A nuvem privada existe para uso exclusivo de uma organização, com as suas várias unidades como consumidores, e pode estar instalada nas instalações da organização ou nas de terceiro que a opere. A nuvem comunitária serve um conjunto de organizações com preocupações comuns, por exemplo várias instituições do mesmo sector com os mesmos requisitos de segurança. A nuvem híbrida é a composição de duas ou mais destas, que permanecem distintas mas são ligadas por tecnologia que permite mover dados ou aplicações entre elas.

A distinção não é sobre o sítio onde estão as máquinas. Uma nuvem privada pode estar alojada fora da instituição e continuar a ser privada, porque serve uma só organização. E uma nuvem pública não deixa de ser pública por a instituição ter lá uma área isolada com rede própria.

Multinuvem é coisa diferente de híbrida. Multinuvem significa usar serviços de mais do que um fornecedor de nuvem, por exemplo armazenamento num e uma aplicação noutro. Pode haver multinuvem sem nenhuma componente privada; e pode haver nuvem híbrida com um único fornecedor. As razões para usar mais do que um fornecedor costumam ser reduzir a dependência de um só, aproveitar um serviço que só existe num deles, ou responder a exigência de continuidade. O custo é a complexidade: duas consolas, dois modelos de identidade, duas facturas e equipas que precisam de conhecer ambos.

Para a administração pública, o caso híbrido aparece com frequência por três razões. Há dados cuja localização ou tratamento está sujeito a exigências que aconselham a mantê-los sob controlo directo. Há aplicações antigas que não correm em nuvem pública sem serem reescritas. E há ligações à internet que, em certos distritos, não sustentam um serviço inteiramente remoto — o que recomenda manter capacidade local para o atendimento continuar quando a ligação cair.

Os riscos de uma solução híbrida são igualmente concretos: a superfície a proteger aumenta, porque há duas redes e uma ligação entre elas; a responsabilidade dilui-se, porque uma falha pode estar de qualquer dos lados; e o custo de operação sobe, porque é preciso manter competências nos dois ambientes. Uma arquitectura híbrida deve ser uma decisão justificada, não o resultado de não se ter decidido.

O registo de licenças da Autarquia de Cambala (cenário fictício)

A Autarquia de Cambala tem um registo de licenças comerciais com dados de identificação dos requerentes e quer publicar um portal onde o munícipe consulta o estado do seu pedido.

A proposta em discussão é híbrida: a base de dados do registo fica numa nuvem privada operada para o sector, por causa dos dados pessoais e de uma exigência interna de controlo directo; o portal de consulta, que só mostra o estado do pedido e não guarda dados sensíveis, fica em nuvem pública, onde é fácil aguentar picos de acesso.

As duas partes ligam-se por um canal cifrado e o portal só pode perguntar pelo estado de um pedido, nunca ler a ficha completa. Cenário fictício, para exercício.

Actividade prática

Trabalho em grupos de três, com 50 minutos de trabalho, seguidos de 10 minutos de partilha e síntese em plenário.

Escolham um serviço da vossa instituição que trate dados de pessoas.

Dividam esse serviço em duas listas: o que poderia estar em nuvem pública e o que, na vossa opinião, deve ficar sob controlo directo. Justifiquem cada colocação com uma razão — legal, técnica ou de ligação à internet.

Desenhem, com caixas e setas, a ligação entre as duas partes e escrevam que informação atravessa essa ligação.

Indiquem um risco que esta divisão cria e como o mitigariam.

Produto esperado: um esquema de duas zonas com a informação que circula entre elas, as justificações de cada colocação e um risco com a respectiva mitigação.

Síntese em leitura fácil

  • O modelo de implantação responde a: para quem existe esta nuvem.
  • Pública serve o público em geral; privada serve uma organização; comunitária serve um grupo com requisitos comuns; híbrida liga duas ou mais.
  • Privada não quer dizer «dentro do edifício»: quer dizer «para uma só organização».
  • Multinuvem é usar vários fornecedores; é diferente de híbrida.
  • O híbrido resolve problemas reais e aumenta a complexidade e a superfície a proteger.

Verificação formativa

Estas perguntas não contam para a nota final e não são perguntas do exame final. Servem para a pessoa formanda confirmar o que percebeu.

  1. Uma instituição contrata capacidade exclusiva, operada por terceiro, em instalações do terceiro. É nuvem pública ou privada?
  2. Usar armazenamento de um fornecedor e aplicações de outro é nuvem híbrida?

Respostas comentadas da verificação formativa

As respostas abaixo pertencem às perguntas de verificação formativa desta lição. Não são perguntas nem respostas do exame final e não têm qualquer efeito na nota. Tente responder primeiro e só depois compare.

Pergunta 1. Uma instituição contrata capacidade exclusiva, operada por terceiro, em instalações do terceiro. É nuvem pública ou privada?

Resposta: Privada, porque é de uso exclusivo de uma organização.

Comentário: O critério é o conjunto de consumidores servidos, não a propriedade do edifício nem a localização do equipamento.

Pergunta 2. Usar armazenamento de um fornecedor e aplicações de outro é nuvem híbrida?

Resposta: Não necessariamente. Isso é multinuvem; só é híbrida se combinar modelos de implantação diferentes.

Comentário: Os dois conceitos aparecem juntos com frequência, mas respondem a perguntas distintas: quantos fornecedores, e que tipo de nuvem.

Referências consultadas

Progresso apenas neste aparelho. Sem sessão iniciada com matrícula numa turma deste curso, o que marcar fica guardado só aqui e não conta para a sua formação.

Marcar uma lição como feita não regista presença, não dá aprovação nem emite certificado.

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