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Capacitação DigitalPrograma Nacional — Moçambique
Módulo 3 de 13 · Redes Avançadas e Introdução à Segurança Cibernética

Encaminhamento de Redes

Progresso neste dispositivo0/5

Rotas estáticas e dinâmicas

  • Texto: disponível
  • Síntese em leitura fácil: disponível
  • Leitura em voz alta pelo navegador: disponível
  • Alto contraste e navegação por teclado: controlos disponíveis
  • Vídeo e legendagem: por produzir
  • Língua de Sinais Moçambicana: por produzir
  • Revisão de acessibilidade por terceiros: por realizar

Os controlos de acessibilidade existem e funcionam. Isso não equivale a uma revisão de acessibilidade feita por terceiros: essa revisão está proposta e ainda não foi realizada.

Duração: 75 minutos (explicação 20, prática guiada 45, verificação 10). Resultados dos TdR trabalhados: Configurar routers, switches, pontos de acesso e firewalls; LAN, WAN, WLAN, virtualização e nuvem.

Objectivos

  • Configurar rotas estáticas e por omissão de forma persistente com FRRouting.
  • Comparar vantagens de rotas estáticas e dinâmicas.
  • Configurar uma rota flutuante de reserva.

Estáticas: simples e previsíveis

Rotas estáticas não geram tráfego de protocolo e são previsíveis, mas não se adaptam a falhas e crescem mal. São adequadas em redes pequenas, em ramos com uma só saída (a delegação que só tem o r1) e como rota por omissão para o operador.

A distância administrativa indica a preferência entre fontes de rota. Uma rota estática com distância maior (rota flutuante) só entra na tabela quando a principal desaparece. No FRRouting escreve-se com o valor no fim da linha ip route.

Porquê FRRouting

Os comandos ip route perdem-se ao reiniciar. O FRRouting (pacote frr no Debian) guarda a configuração e fala a linguagem de vários protocolos, com a consola vtysh, semelhante à de muitos equipamentos comerciais; a sintaxe exacta de cada fabricante difere e deve ser confirmada no manual dele.

Caso fictício

A delegação da DPE (fictícia) tem uma ligação principal à sede e um acesso de reserva ao operador. Quer que a reserva só seja usada quando a principal cair.

Prática guiada em rede isolada

Rede de prática fictícia, criada dentro de um computador de prática com o script base (módulo 1, lição 1). Nunca use estes passos na rede de produção nem contra endereços reais. As saídas mostradas são exemplos didácticos, não resultados de uma execução.

Topologia (descrição em texto)

  • pc-adm (10.10.10.10) — ligado a r1 pela VLAN 10.
  • srv (10.10.20.53) — ligado a r1 pela VLAN 20.
  • r1 (encaminhador da sede) — ligado a pc-adm, srv, r2 e isp.
  • r2 (encaminhador da delegação) — ligado a r1 e a pc-del (10.20.10.10).
  • isp (operador simulado) — ligado a r1 e ao servidor externo 198.51.100.10 (endereço dentro de isp).
  • Nesta lição acrescenta-se uma ligação de reserva r2–isp na rede 10.255.1.0/30: r2 = 10.255.1.2, isp = 10.255.1.1.

Passos

  1. O FRR pode correr uma instância por espaço de nomes (opção de «pathspace» do frrinit.sh, conforme a documentação FRR). Se não funcionar na sua versão, use as linhas ip route equivalentes indicadas no fim.

    sudo mkdir -p /etc/frr/r2 && sudo cp /etc/frr/daemons /etc/frr/r2/ && sudo touch /etc/frr/r2/frr.conf /etc/frr/r2/vtysh.conf
    sudo chown -R frr:frr /etc/frr/r2
    sudo /usr/lib/frr/frrinit.sh start r2
  2. Crie a ligação de reserva.

    sudo ip link add r2-isp type veth peer name isp-r2; sudo ip link set r2-isp netns r2; sudo ip link set isp-r2 netns isp
    sudo ip -n r2 addr add 10.255.1.2/30 dev r2-isp; sudo ip -n isp addr add 10.255.1.1/30 dev isp-r2
    sudo ip -n r2 link set r2-isp up; sudo ip -n isp link set isp-r2 up
  3. No vtysh do r2, configure rota por omissão principal pela sede e flutuante pelo operador (distância 200).

    sudo vtysh -N r2
    configure terminal
     ip route 0.0.0.0/0 10.255.0.1
     ip route 0.0.0.0/0 10.255.1.1 200
    end
    write memory
    show ip route 0.0.0.0/0

    Saída de exemplo (didáctica):

    Routing entry for 0.0.0.0/0
      Known via "static", distance 1, metric 0, best
      * 10.255.0.1, via r2-r1
    Routing entry for 0.0.0.0/0
      Known via "static", distance 200, metric 0
        10.255.1.1 inactive
  4. Simule a falha da ligação principal e veja a reserva entrar.

    sudo ip -n r2 link set r2-r1 down
    sudo ip -n r2 route show default

    Saída de exemplo (didáctica):

    default via 10.255.1.1 dev r2-isp proto static metric 20
  5. Equivalente sem FRR (não persistente), para quem não conseguir o passo 1.

    sudo ip -n r2 route add default via 10.255.0.1 metric 1
    sudo ip -n r2 route add default via 10.255.1.1 metric 200

Critérios de sucesso

  • Com a principal activa, a rota por omissão usa 10.255.0.1.
  • Com a principal em baixo, a rota passa a 10.255.1.1.
  • Ao repor a principal, volta a ser preferida.

Como desfazer (reversão)

  • sudo ip -n r2 link set r2-r1 up
  • No vtysh: configure terminal / no ip route 0.0.0.0/0 10.255.1.1 200 / no ip route 0.0.0.0/0 10.255.0.1 / write memory
  • sudo /usr/lib/frr/frrinit.sh stop r2; sudo ip -n r2 link del r2-isp

Alternativa em papel: tarefas e respostas esperadas

Escreva as duas linhas de rota por omissão do r2 (principal e reserva) em sintaxe FRR.
ip route 0.0.0.0/0 10.255.0.1 / ip route 0.0.0.0/0 10.255.1.1 200
Porque a rota flutuante não aparece activa enquanto a principal funciona?
Tem distância administrativa 200, pior que 1; só é instalada quando a de distância 1 desaparece.
Quando preferir estáticas a dinâmicas?
Redes pequenas, ramos com uma só saída, rota para o operador, ou quando se quer controlo total. Dinâmicas quando há vários caminhos e mudanças frequentes.

Verifique o que aprendeu

Questão 1

Uma rota flutuante é:

  1. Uma rota que muda de destino
  2. Uma rota estática de reserva com distância maior
  3. Uma rota OSPF
  4. Uma rota IPv6
Ver resposta comentada

Resposta: Uma rota estática de reserva com distância maior

Fica «a flutuar» fora da tabela até a principal desaparecer.

Questão 2

Qual é um limite das rotas estáticas?

  1. Não funcionam em Linux
  2. Não se adaptam sozinhas a falhas intermédias
  3. Usam muita largura de banda
  4. Só servem para IPv6
Ver resposta comentada

Resposta: Não se adaptam sozinhas a falhas intermédias

A rota flutuante só reage à queda da interface local; se a falha for mais longe no caminho, a rota estática continua activa. Isso resolve-se com dinâmicas ou com detecção como BFD.

Em leitura fácil

  • Rota estática é escrita à mão.
  • A rota de reserva só entra quando a principal cai.
  • O FRR guarda a configuração.

Fontes

  • FRRouting — documentação oficial (zebra, staticd, ospfd, vrrpd, vtysh) (https://docs.frrouting.org/)
  • Linux iproute2 — páginas de manual ip(8), ip-netns(8), bridge(8), tc(8) (https://man7.org/linux/man-pages/man8/ip.8.html)
  • IETF RFC 5880 — Bidirectional Forwarding Detection (https://www.rfc-editor.org/rfc/rfc5880)

Progresso apenas neste aparelho. Sem sessão iniciada com matrícula numa turma deste curso, o que marcar fica guardado só aqui e não conta para a sua formação.

Marcar uma lição como feita não regista presença, não dá aprovação nem emite certificado.

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