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Capacitação DigitalPrograma Nacional — Moçambique
Módulo 2 de 3 · Introdução à Inteligência Artificial

Uso Responsável da Inteligência Artificial

Progresso neste dispositivo0/4

Preconceito algorítmico e inclusão

  • Texto: disponível
  • Síntese em leitura fácil: disponível
  • Leitura em voz alta pelo navegador: disponível
  • Alto contraste e navegação por teclado: controlos disponíveis
  • Vídeo e legendagem: por produzir
  • Língua de Sinais Moçambicana: por produzir
  • Revisão de acessibilidade por terceiros: por realizar

Os controlos de acessibilidade existem e funcionam. Isso não equivale a uma revisão de acessibilidade feita por terceiros: essa revisão está proposta e ainda não foi realizada.

Duração prevista: 120 minutos, em sessão presencial.

Todos os casos, nomes, instituições e números usados nesta lição são fictícios e servem apenas de exercício.

Como o tempo desta lição está distribuído

  • Acolhimento e objectivos: 10 minutos.
  • Exposição: 35 minutos.
  • Actividade prática: 60 minutos.
  • Partilha e síntese: 15 minutos.

Como trabalhamos na sala: recomenda-se um computador por pessoa. Quando não for possível, no máximo duas pessoas por computador, alternando quem executa a meio da actividade, de modo que ambas façam. Na partilha apresentam apenas dois grupos, com tempo limitado; os restantes entregam por escrito e recebem comentário do formador. Marcar a lição como concluída é registo de aprendizagem e não é registo de assiduidade.

Objectivos da lição

  • Calcular, a partir da tabela fornecida, a taxa de falsos negativos e a taxa de falsos positivos de cada grupo, escrevendo o numerador e o denominador de cada conta.
  • Comparar o desempenho entre grupos e escrever em que grupo o sistema falha mais e de que maneira falha.
  • Explicar porque é que uma diferença entre grupos não prova, por si, causalidade nem discriminação, e indicar que informação adicional seria precisa.
  • Identificar, no caso fornecido, pelo menos três origens possíveis da diferença: representação nos dados, variáveis indirectas e barreiras de acesso.
  • Propor quatro medidas — uma de mitigação técnica ou de processo, uma de consulta, uma de revisão periódica e uma alternativa acessível — com responsável por função e prazo.

Explicação

Preconceito algorítmico não é o sistema «ter opinião». É mais simples e mais incómodo do que isso: o sistema funciona melhor para umas pessoas do que para outras, e ninguém dá por isso enquanto olhar só para o número global. Um sistema com oitenta por cento de acerto pode ter noventa por cento num grupo e cinquenta noutro. A média esconde exactamente aquilo que interessa saber.

A primeira origem é a representação nos dados. Se um sistema aprendeu com pedidos submetidos em português, escritos em zona urbana, por pessoas habituadas ao formulário, é nesses que funciona bem. Os pedidos escritos noutro registo de língua, preenchidos com ajuda de terceiro, ou vindos de zonas onde o serviço é raro, estão pouco representados no treino — e o sistema não aprendeu os seus padrões. Não é malícia de ninguém: é o reflexo de quem estava nos dados.

A segunda origem são as variáveis indirectas, também chamadas proxies. Retirar o campo do sexo, da língua ou da origem não elimina a diferença, porque outros campos carregam a mesma informação por vias indirectas. O bairro pode estar associado à origem; a hora de submissão, ao tipo de emprego; o canal usado — balcão ou internet —, à conectividade e ao rendimento; a existência de endereço de correio electrónico, à escolaridade. O sistema pode reproduzir uma diferença entre grupos sem nunca ter visto o campo que define o grupo.

A terceira origem são as barreiras de acesso, que actuam antes do sistema. Se o formulário só existe em português escrito, quem é atendido noutra língua depende de intermediários e o texto que fica no registo não é o seu. Se o portal não funciona com leitor de ecrã, uma pessoa cega submete por outra via, com outras características. Se a rede é fraca, o pedido é submetido em condições diferentes. As diferenças que depois aparecem nos resultados foram criadas antes, pelo desenho do serviço.

Agora a advertência central desta lição, e a que mais custa a respeitar quando a tabela está à nossa frente: uma diferença entre grupos é um sinal, não uma prova. Não prova causalidade, porque pode haver uma terceira coisa a explicar as duas — por exemplo, se os pedidos de um grupo forem em média mais complexos, é natural que haja mais erros, e a diferença seria de complexidade e não de grupo. E também não prova, por si, discriminação, que é uma qualificação jurídica com critérios próprios, e não uma conclusão que se tira de uma tabela numa sala de formação. O que a diferença faz — e é muito — é obrigar a investigar, com dados sobre a composição dos grupos, sobre a complexidade dos casos, sobre o desenho do serviço e ouvindo as pessoas afectadas.

Há ainda um ponto que muda a leitura dos números: os dois tipos de erro não custam o mesmo, e podem não custar o mesmo a cada grupo. Num sistema que assinala pedidos com risco de estarem incompletos, um falso positivo incomoda — a pessoa é chamada a confirmar documentos que já tinha entregue. Um falso negativo custa mais — o pedido segue incompleto, é devolvido semanas depois e a pessoa perde tempo e viagem. Se os falsos negativos se concentram no grupo que já tem mais dificuldade em deslocar-se, o sistema acrescenta dificuldade a quem já tinha mais. É por isso que se olha para cada tipo de erro por grupo, e não para a taxa de acerto global.

Por fim, as respostas. Mitigar pode ser técnico — reequilibrar dados de treino, mudar o limiar de aviso, deixar de usar um campo que funciona como variável indirecta — ou pode ser de processo, por exemplo obrigar a revisão humana em todos os casos do grupo onde o sistema falha mais. Consultar é falar com quem é afectado, incluindo organizações de pessoas com deficiência, antes de decidir o que fazer, e não depois. Rever periodicamente é fixar uma data em que se volta a medir, porque o desempenho muda quando muda a população atendida. E manter uma alternativa acessível é garantir que existe sempre um caminho sem o sistema — balcão, papel, apoio presencial — para quem o sistema serve mal. Dessas quatro, a alternativa acessível é a que nunca deve faltar.

Caso fictício — o aviso de pedidos incompletos em Muanzo, três meses depois

A Direcção Distrital Fictícia de Muanzo instalou, há três meses, um sistema que assinala os pedidos com maior risco de estarem incompletos, para serem conferidos antes de entrarem na fila. Tudo o que se segue é inventado para esta aula.

Nos primeiros três meses passaram pelo sistema seiscentos pedidos. A direcção mandou verificar, um a um, quantos estavam de facto incompletos, e comparou com o que o sistema tinha assinalado. Os resultados estão na tabela, repartidos por três grupos de submissão.

No relatório interno, alguém escreveu: «o sistema acerta em setenta e oito por cento dos casos, o que é satisfatório». A frase está aritmeticamente correcta e é enganadora. Vamos ver porquê.

Os três grupos não são grupos de pessoas definidos por nenhuma característica protegida: são grupos de submissão — como o pedido entrou no serviço. Mas a maneira como um pedido entra está ligada à língua em que a pessoa é atendida, à distância a que vive, à ligação de que dispõe e ao apoio de que precisa. É por aí que a análise tem de passar.

Ficha de trabalho — resultados dos três meses, por grupo de submissão

Números fictícios, preparados para esta aula. VP são pedidos incompletos que o sistema assinalou; FN são incompletos que não assinalou; FP são pedidos completos que assinalou indevidamente; VN são completos que não assinalou. As colunas das taxas ficam em branco e são calculadas pelo grupo, com a conta escrita.

Grupo de submissãoTotal de pedidosIncompletos reaisVPFNCompletos reaisFPVNTaxa de falsos negativosTaxa de falsos positivos
A — em português, no portal, zona urbana30060451524024216
B — no balcão, zona rural, submissão assistida20060303014035105
C — com apoio de terceiro, incluindo pessoas com deficiência visual10020128802060
Total600140875346079381

Anexo A — como se calculam as duas taxas

Definições de trabalho, para que toda a gente use o mesmo denominador.

Taxa de falsos negativos = FN dividido pelo número de incompletos reais desse grupo, isto é FN dividido por (VP + FN). Responde à pergunta: dos pedidos que estavam mesmo incompletos, que proporção é que o sistema deixou passar?

Taxa de falsos positivos = FP dividido pelo número de completos reais desse grupo, isto é FP dividido por (FP + VN). Responde à pergunta: dos pedidos que estavam bem, que proporção é que o sistema chamou indevidamente?

Taxa de acerto global = (VP + VN) dividido pelo total. Nunca se usa sozinha, e nunca se compara entre grupos sem olhar para as duas taxas acima.

Escrever sempre o numerador e o denominador. Uma percentagem sem denominador não permite discussão nenhuma.

Anexo B — o que se sabe e o que não se sabe sobre os três grupos

Informação fictícia, deliberadamente incompleta. Serve para treinar a distinção entre o que a tabela mostra e o que seria preciso saber.

Sabe-se: o sistema foi treinado com pedidos dos últimos dois anos, dos quais cerca de quatro quintos tinham entrado pelo portal.

Sabe-se: o formulário do portal existe apenas em português escrito e não foi testado com leitor de ecrã.

Sabe-se: no grupo C, o pedido é escrito por um terceiro que acompanha a pessoa, e o campo de descrição costuma ser mais curto.

Não se sabe: se os pedidos do grupo B são, em média, mais complexos do que os do grupo A.

Não se sabe: que campos pesam mais na decisão do sistema.

Não se sabe: quantas pessoas do grupo C desistiram antes de submeter, porque quem desiste não aparece em tabela nenhuma.

Actividade prática

Trabalho em pares, com a tabela em papel; calculadora simples ou a do telemóvel autorizada, com 60 minutos de trabalho, seguidos de 15 minutos de partilha e síntese em plenário.

Parte A. Calculem, para cada um dos três grupos e para o total, a taxa de falsos negativos e a taxa de falsos positivos, escrevendo sempre o numerador e o denominador. Confirmem primeiro que, em cada linha, VP mais FN dá os incompletos reais e FP mais VN dá os completos reais.

Parte B. Calculem a taxa de acerto global e escrevam, em duas frases, porque é que a frase do relatório interno — «acerta em setenta e oito por cento, o que é satisfatório» — é enganadora.

Parte C. Escrevam em que grupo o sistema falha mais e de que maneira falha, distinguindo os dois tipos de erro e dizendo qual deles custa mais à pessoa afectada e porquê.

Parte D. Usando o anexo B, listem três origens possíveis da diferença observada: uma de representação nos dados, uma de variável indirecta e uma de barreira de acesso. Em cada uma, escrevam uma frase a explicar como produziria este resultado.

Parte E. Escrevam duas frases sobre os limites da vossa conclusão: o que é que estes números não provam, e que informação adicional pediriam antes de afirmar que há tratamento desigual.

Parte F. Proponham quatro medidas, uma de cada tipo — mitigação, consulta, revisão periódica e alternativa acessível — cada uma com responsável por função e prazo.

Produto esperado: Uma ficha por par com: a tabela completada com as seis taxas por grupo e as do total, com contas visíveis; a crítica à frase do relatório; a análise do grupo mais afectado; as três origens; os limites da conclusão; e as quatro medidas com responsável e prazo.

Como o produto é apreciado

  • Grupo A: taxa de falsos negativos = 15 dividido por 60 = 0,25, isto é 25 por cento; taxa de falsos positivos = 24 dividido por 240 = 0,10, isto é 10 por cento.
  • Grupo B: taxa de falsos negativos = 30 dividido por 60 = 0,50, isto é 50 por cento; taxa de falsos positivos = 35 dividido por 140 = 0,25, isto é 25 por cento.
  • Grupo C: taxa de falsos negativos = 8 dividido por 20 = 0,40, isto é 40 por cento; taxa de falsos positivos = 20 dividido por 80 = 0,25, isto é 25 por cento.
  • Total: taxa de falsos negativos = 53 dividido por 140 = 0,3786, cerca de 37,9 por cento; taxa de falsos positivos = 79 dividido por 460 = 0,1717, cerca de 17,2 por cento; taxa de acerto global = (87 + 381) dividido por 600 = 468 dividido por 600 = 0,78, isto é 78 por cento.
  • A crítica à frase do relatório assenta em que a taxa global é dominada pelo grupo A, que tem metade dos pedidos e os melhores resultados, e esconde que no grupo B o sistema deixa passar metade dos pedidos incompletos.
  • A parte C identifica o grupo B como o mais afectado nos falsos negativos e explica que o falso negativo custa mais, porque o pedido segue incompleto e é devolvido semanas depois, obrigando a nova deslocação — precisamente a quem vive mais longe.
  • As três origens estão ancoradas no anexo B: quatro quintos do treino vindos do portal é representação; o canal de submissão a funcionar como indicador indirecto de conectividade e rendimento é variável indirecta; o formulário só em português escrito e não testado com leitor de ecrã é barreira de acesso.
  • A parte E diz expressamente que a diferença não prova causalidade nem discriminação e pede pelo menos a comparação de complexidade dos pedidos entre grupos, o peso dos campos na decisão e a escuta das pessoas afectadas, incluindo quem desistiu.
  • As quatro medidas são distintas, com responsável por função e prazo, e a alternativa acessível garante um caminho sem o sistema para quem ele serve pior.

Síntese em leitura fácil

  • Um sistema pode acertar muito no total e falhar muito num grupo.
  • Veja sempre os dois erros separados: deixar passar e chamar sem ser preciso.
  • Escreva a conta com o número de cima e o número de baixo. Percentagem sozinha não chega.
  • Os dados de treino trazem quem estava neles. Quem não estava pode ser servido pior — é preciso medir para saber.
  • Retirar o campo do sexo ou da língua não resolve: outros campos dizem a mesma coisa por outro caminho.
  • Algumas diferenças nascem antes do sistema, no desenho do serviço: língua, internet, acessibilidade.
  • Uma diferença entre grupos manda investigar. Não prova, sozinha, causa nem discriminação.
  • Quem desiste de submeter não aparece em tabela nenhuma.
  • Fale com as pessoas afectadas antes de decidir a solução.
  • Deve existir sempre um caminho sem o sistema para quem o sistema serve mal.

Verificação formativa

Estas perguntas não contam para a nota final e não são perguntas do exame final. Servem para a pessoa formanda confirmar o que percebeu.

  1. O relatório diz que o sistema «acerta em 78 por cento». Usando os números da tabela, mostre com uma conta porque é que isso não descreve o que acontece no grupo B.
  2. Uma colega conclui da tabela: «está provado que o sistema discrimina as pessoas da zona rural». O que corrige, e o que propõe fazer a seguir?

Respostas comentadas da verificação formativa

As respostas abaixo pertencem às perguntas de verificação formativa desta lição. Não são perguntas nem respostas do exame final e não têm efeito na nota. Tente responder primeiro e só depois compare.

Pergunta 1. O relatório diz que o sistema «acerta em 78 por cento». Usando os números da tabela, mostre com uma conta porque é que isso não descreve o que acontece no grupo B.

Resposta: A taxa global é 468 dividido por 600, igual a 0,78. Mas no grupo B o sistema deixa passar 30 dos 60 pedidos realmente incompletos: 30 dividido por 60 é 0,50, ou seja metade. No grupo A deixa passar 15 em 60, isto é 25 por cento. O número global é puxado pelo grupo A, que tem metade de todos os pedidos e os melhores resultados.

Comentário: A média ponderada resume o conjunto todo, mas quando um grupo pesa muito no total aproxima-se sobretudo desse grupo e pode ocultar diferenças importantes nos restantes. Por isso a leitura por grupo, com denominadores à vista, é o mínimo antes de qualquer juízo sobre o sistema.

Pergunta 2. Uma colega conclui da tabela: «está provado que o sistema discrimina as pessoas da zona rural». O que corrige, e o que propõe fazer a seguir?

Resposta: Corrijo duas coisas. Primeira: a tabela mostra uma diferença de desempenho entre grupos de submissão, e uma diferença é um sinal, não uma prova de causa — pode haver, por exemplo, diferença de complexidade dos pedidos que explique parte do resultado. Segunda: discriminação é uma qualificação jurídica, com critérios próprios, e não se estabelece a partir de uma tabela numa sala de formação. Proponho investigar: comparar a complexidade dos pedidos entre grupos, ver que campos pesam na decisão, procurar quem desistiu de submeter, e ouvir as pessoas afectadas e as organizações que as representam. E, entretanto, manter revisão humana obrigatória nos casos do grupo B e garantir a alternativa presencial.

Comentário: Rigor não é indiferença. Dizer que não está provado não é dizer que está tudo bem: o sinal é forte e obriga a agir de imediato na protecção, enquanto se investiga a causa.

Referências consultadas

  • OECD AI Principles — definição de sistema de inteligência artificial — https://oecd.ai/en/ai-principles (consultado em 21 de Setembro de 2026).
  • NIST AI Risk Management Framework — quadro voluntário de gestão de risco — https://www.nist.gov/itl/ai-risk-management-framework (consultado em 21 de Setembro de 2026).
  • UNESCO — Recommendation on the Ethics of Artificial Intelligence — https://www.unesco.org/en/artificial-intelligence/recommendation-ethics (consultado em 22 de Setembro de 2026).
    Síntese da equipa: A UNESCO publica uma Recomendação sobre a Ética da Inteligência Artificial, adoptada pelos Estados membros. Uma recomendação deste tipo é um instrumento normativo de referência: exprime compromissos assumidos entre Estados e orienta políticas públicas, mas não é, por si, lei nacional em país nenhum. Só passa a obrigar na medida em que cada país a transponha para o seu direito. O texto organiza-se em valores e princípios — respeito pelos direitos humanos e pela dignidade, proporcionalidade e não causar dano, equidade e não discriminação, transparência e explicabilidade, responsabilidade e prestação de contas, supervisão humana, sustentabilidade ambiental, privacidade e protecção de dados — e acrescenta áreas de acção prática, como avaliação de impacto ético, governação, política de dados, educação, género, cultura e ambiente. Para um serviço público moçambicano interessa sobretudo como lista de verificação: antes de adoptar um sistema, perguntar quem pode ser prejudicado, que dados são usados, quem responde pela decisão e como é que a pessoa afectada reclama.
  • União Africana — Continental Artificial Intelligence Strategy — https://au.int/en/documents/20240809/continental-artificial-intelligence-strategy (consultado em 22 de Setembro de 2026).
    Síntese da equipa: A União Africana disponibiliza uma Estratégia Continental para a Inteligência Artificial. Uma estratégia é documento de orientação política: define prioridades e propõe caminhos. Não é lei, mas não se diga que uma estratégia nunca obriga: o efeito depende do acto que a aprova, e uma estratégia adoptada por um governo pode vincular administrativamente os serviços que dela dependem. Esta orienta os Estados e não cria, por si, obrigações directas para um serviço distrital moçambicano. O documento aborda o aproveitamento da inteligência artificial para o desenvolvimento do continente, a criação de capacidades — pessoas, dados e infra-estrutura —, os riscos e a governação, e a cooperação entre Estados africanos, incluindo a preocupação de que África participe na definição das regras internacionais. Para uma direcção distrital, o valor prático está em situar decisões locais num quadro continental: ao escolher uma ferramenta, perguntar onde ficam os dados, que dependência se cria face a um fornecedor estrangeiro e se há alternativa que desenvolva competências internas. Não se deve citar esta estratégia como se fosse legislação nem como aprovação de qualquer solução concreta.

Progresso apenas neste aparelho. Sem sessão iniciada com matrícula numa turma deste curso, o que marcar fica guardado só aqui e não conta para a sua formação.

Marcar uma lição como feita não regista presença, não dá aprovação nem emite certificado.

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