Acessibilidade:Áudio:1,0×
Capacitação DigitalPrograma Nacional — Moçambique
Módulo 1 de 4 · Princípios da Transformação Digital

Fundamentos da Transformação Digital

Progresso neste dispositivo0/4

O que é a transformação digital

  • Texto: disponível
  • Síntese em leitura fácil: disponível
  • Leitura em voz alta pelo navegador: disponível
  • Alto contraste e navegação por teclado: controlos disponíveis
  • Vídeo e legendagem: por produzir
  • Língua de Sinais Moçambicana: por produzir
  • Revisão de acessibilidade por terceiros: por realizar

Os controlos de acessibilidade existem e funcionam. Isso não equivale a uma revisão de acessibilidade feita por terceiros: essa revisão está proposta e ainda não foi realizada.

Proposta pedagógica — por validar pela Ologa/ATDI. Este conteúdo é um rascunho preparado pela equipa. A sua disponibilidade na plataforma não significa aprovação nem validação técnica.

Duração prevista: 90 minutos.

Como o tempo desta lição está distribuído

  • Acolhimento e objectivos: 10 minutos.
  • Exposição: 40 minutos.
  • Actividade prática: 30 minutos.
  • Partilha e síntese: 10 minutos.

Objectivos de aprendizagem

No fim desta lição, a pessoa formanda deve ser capaz de:

  • Distinguir digitação, digitalização e transformação digital, dando um exemplo de cada.
  • Identificar três mudanças institucionais que a transformação digital exige além da tecnologia.
  • Nomear cinco tecnologias associadas à transformação digital e o problema que cada uma procura resolver.

Explicação

Transformação digital não é comprar equipamento nem pôr um formulário em linha. É a mudança na forma como uma instituição concebe, presta e avalia os seus serviços, usando meios digitais para servir melhor as pessoas. A tecnologia é o meio; o fim é o serviço.

Ajuda distinguir três degraus. Digitação é passar para o computador aquilo que estava em papel, mantendo o mesmo processo. Digitalização é usar meios digitais para executar o processo existente, poupando deslocações e tempo. Transformação digital é rever o próprio processo à luz daquilo de que a pessoa precisa, eliminando passos que só existiam por causa do papel.

Por isso a transformação digital toca em quatro camadas ao mesmo tempo: as pessoas e as suas competências; os processos e as regras que os sustentam; os dados e a forma como circulam entre serviços; e, por fim, a tecnologia. Quando só a última camada muda, o resultado costuma ser um serviço em linha que continua a exigir as mesmas idas ao balcão.

As tecnologias mais citadas neste domínio respondem a problemas diferentes. A computação em nuvem responde ao problema de ter capacidade de cálculo e armazenamento sem manter uma sala de servidores. Os grandes volumes de dados respondem ao problema de decidir com base em evidência e não em impressão. A inteligência artificial responde ao problema de tratar casos repetitivos em grande número e de encontrar padrões. A Internet das coisas responde ao problema de recolher informação do mundo físico sem alguém a registar à mão. A cadeia de blocos responde ao problema de garantir que um registo partilhado não é alterado sem rasto.

Nenhuma destas tecnologias resolve, por si, um processo mal desenhado. Automatizar um procedimento confuso produz confusão mais depressa. Daí a ordem de trabalho que este curso adopta: perceber o serviço, simplificar o processo, e só depois escolher a tecnologia.

Exemplo no contexto dos serviços públicos

Cenário fictício, elaborado para exercício. Não corresponde a nenhuma instituição ou pessoa real.

A certidão do Serviço Distrital de Ondela (cenário fictício)

O Serviço Distrital de Ondela emite uma certidão que exige três deslocações: uma para pedir, uma para pagar, uma para levantar. A direcção decide colocar o formulário em linha. Passados dois meses, as pessoas continuam a deslocar-se três vezes: preenchem em linha, mas ainda têm de levar o comprovativo em papel, pagar ao balcão e levantar presencialmente.

O formulário em linha foi digitalização, não transformação. A transformação começaria por perguntar porque é que são precisas três deslocações: o comprovativo existe porque os dois sistemas não comunicam; o pagamento ao balcão existe porque não há meio electrónico aceite; o levantamento existe porque a certidão precisa de carimbo húmido por exigência interna que ninguém reviu há anos.

Removidos esses três motivos, o serviço passaria a uma deslocação ou a nenhuma — sem que fosse preciso comprar mais tecnologia do que aquela que já existe.

Actividade prática

Tempo: 30 minutos de trabalho, individual, seguidos de 10 minutos de partilha e síntese em plenário.

Escolha um serviço prestado pela instituição onde trabalha e que conheça bem.

Escreva, em três colunas, o que nesse serviço é digitação, o que é digitalização e o que seria transformação digital.

Para cada passo que classificou como digitação ou digitalização, escreva numa linha porque é que esse passo existe. Se não souber, escreva «motivo por apurar» — isso também é resultado.

Produto esperado: uma tabela de três colunas com, pelo menos, seis passos classificados e o motivo de cada passo que não chegou a transformação digital.

Síntese em leitura fácil

  • Transformação digital é mudar o serviço, não só o equipamento.
  • Digitação copia o papel. Digitalização acelera o processo antigo. Transformação digital pergunta se o processo ainda faz sentido.
  • Mudam quatro coisas ao mesmo tempo: pessoas, processos, dados e tecnologia.
  • Automatizar um processo mau dá um processo mau mais rápido.

Verificação formativa

Estas perguntas não contam para a nota final e não são perguntas do exame final. Servem para a pessoa formanda confirmar o que percebeu.

Pergunta 1. Colocar um formulário em PDF no sítio da instituição é transformação digital?

Resposta: Não. É digitalização, e por vezes apenas digitação.

Comentário: O critério é saber se o processo mudou para a pessoa. Se continua a haver as mesmas deslocações e os mesmos documentos, o processo não mudou.

Pergunta 2. Qual é a camada que costuma ficar esquecida nos projectos digitais?

Resposta: As pessoas e os processos — as regras internas que sustentam cada passo.

Comentário: A tecnologia é a camada mais visível e a mais fácil de contratar; por isso é a que avança primeiro e, muitas vezes, sozinha.

Pergunta 3. Que problema procura resolver a computação em nuvem?

Resposta: Ter capacidade de armazenamento e de cálculo sem manter infra-estrutura própria.

Comentário: Note que isto levanta, em contrapartida, questões de localização e de protecção dos dados, tratadas no módulo 2.

Progresso apenas neste aparelho. Sem sessão iniciada com matrícula numa turma deste curso, o que marcar fica guardado só aqui e não conta para a sua formação.

Marcar uma lição como feita não regista presença, não dá aprovação nem emite certificado.