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Capacitação DigitalPrograma Nacional — Moçambique
Módulo 1 de 4 · Princípios da Transformação Digital

Fundamentos da Transformação Digital

Progresso neste dispositivo0/4

Valor público, impactos sociais, éticos e ambientais

  • Texto: disponível
  • Síntese em leitura fácil: disponível
  • Leitura em voz alta pelo navegador: disponível
  • Alto contraste e navegação por teclado: controlos disponíveis
  • Vídeo e legendagem: por produzir
  • Língua de Sinais Moçambicana: por produzir
  • Revisão de acessibilidade por terceiros: por realizar

Os controlos de acessibilidade existem e funcionam. Isso não equivale a uma revisão de acessibilidade feita por terceiros: essa revisão está proposta e ainda não foi realizada.

Proposta pedagógica — por validar pela Ologa/ATDI. Este conteúdo é um rascunho preparado pela equipa. A sua disponibilidade na plataforma não significa aprovação nem validação técnica.

Duração prevista: 90 minutos.

Como o tempo desta lição está distribuído

  • Acolhimento e objectivos: 10 minutos.
  • Exposição: 30 minutos.
  • Actividade prática: 40 minutos.
  • Partilha e síntese: 10 minutos.

Objectivos de aprendizagem

No fim desta lição, a pessoa formanda deve ser capaz de:

  • Definir valor público e distingui-lo de poupança orçamental.
  • Identificar, num serviço concreto, um impacto social, um impacto económico e um risco ético ou jurídico.
  • Nomear dois impactos ambientais positivos e dois negativos da digitalização de um serviço.

Explicação

Valor público é o benefício que o serviço produz para a sociedade: tempo devolvido às pessoas, direitos efectivamente exercidos, decisões mais justas, confiança na instituição. Poupança é apenas uma das formas de valor, e nem sempre a mais importante. Um serviço que poupa dinheiro e afasta metade dos utentes destruiu valor público.

Os impactos sociais de um projecto digital repartem-se de forma desigual. Quem tem telemóvel, dados móveis e à-vontade com formulários ganha logo; quem não tem pode ficar pior do que antes, se o canal presencial encolher ao mesmo tempo. Por isso a pergunta útil não é «quantos passaram a usar o canal digital» mas «o que aconteceu a quem não passou».

Os impactos económicos incluem o custo de investimento, o custo de operação que fica para sempre, a poupança de deslocações para os utentes e os efeitos sobre quem presta serviços em redor do balcão. Muitos projectos comparam apenas o investimento e esquecem o custo de manutenção, que é recorrente.

Os aspectos éticos e jurídicos aparecem sobretudo em três pontos: que dados pessoais são recolhidos e para quê; quem decide e com que critério, em especial quando há apoio automático à decisão; e que rasto fica para permitir reclamação e revisão. Um sistema que não permita contestar uma decisão levanta um problema que é anterior à tecnologia.

Quanto ao ambiente, a digitalização tem dois sentidos. Do lado positivo: menos deslocações, menos consumo de papel, melhor planeamento de recursos com dados de utilização. Do lado negativo: consumo de energia dos centros de dados, equipamento que se torna obsoleto e produz resíduos eléctricos e electrónicos, e o custo ambiental de fabricar aparelhos novos. Sustentabilidade, neste contexto, é escolher soluções duráveis, reaproveitar equipamento e prever o destino do que é substituído.

Exemplo no contexto dos serviços públicos

Cenário fictício, elaborado para exercício. Não corresponde a nenhuma instituição ou pessoa real.

O atendimento que fechou às quintas-feiras (cenário fictício)

Um serviço municipal fictício lança o pedido em linha e, para libertar pessoal, fecha o balcão às quintas-feiras. Nos números internos, o projecto parece bem sucedido: pedidos em linha a crescer e fila mais curta.

Três meses depois, o serviço nota que baixou o número total de pedidos. A explicação provável é que uma parte das pessoas deixou de conseguir pedir, e não que deixou de precisar.

Neste cenário, o indicador que faltava era simples: número total de pedidos por mês, por canal, comparado com o período anterior. Sem ele, a redução de procura é lida como sucesso.

Actividade prática

Tempo: 40 minutos de trabalho, em grupos de três, seguidos de 10 minutos de partilha e síntese em plenário.

Escolham um serviço em processo de digitalização.

Preencham uma grelha com quatro colunas: impacto social, impacto económico, risco ético ou jurídico, impacto ambiental.

Para cada coluna, escrevam quem ganha, quem pode perder e que indicador permitiria perceber se isso está a acontecer.

Produto esperado: uma grelha de quatro colunas, com pelo menos um indicador verificável por coluna e a identificação de quem pode perder.

Síntese em leitura fácil

  • Valor público não é o mesmo que poupar dinheiro.
  • Pergunte sempre o que acontece a quem não usa o canal digital.
  • O custo de manter o sistema não acaba no dia em que ele arranca.
  • Digitalizar pode poupar papel e deslocações, mas gasta energia e cria lixo electrónico.

Verificação formativa

Estas perguntas não contam para a nota final e não são perguntas do exame final. Servem para a pessoa formanda confirmar o que percebeu.

Pergunta 1. Um serviço passou a receber menos pedidos depois de digitalizar. Isso é bom sinal?

Resposta: Não necessariamente. Pode significar que pessoas deixaram de conseguir pedir.

Comentário: É preciso separar a procura que desapareceu por deixar de ser necessária daquela que foi bloqueada por barreiras.

Pergunta 2. Indique um impacto ambiental negativo da digitalização.

Resposta: O consumo de energia dos centros de dados e os resíduos de equipamento substituído.

Comentário: O balanço ambiental depende das escolhas: equipamento durável e reaproveitado muda o resultado.

Progresso apenas neste aparelho. Sem sessão iniciada com matrícula numa turma deste curso, o que marcar fica guardado só aqui e não conta para a sua formação.

Marcar uma lição como feita não regista presença, não dá aprovação nem emite certificado.