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Capacitação DigitalPrograma Nacional — Moçambique
Módulo 1 de 4 · Computação em Nuvem

Fundamentos de Computação em Nuvem

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Escolher o modelo adequado

  • Texto: disponível
  • Síntese em leitura fácil: disponível
  • Leitura em voz alta pelo navegador: disponível
  • Alto contraste e navegação por teclado: controlos disponíveis
  • Vídeo e legendagem: por produzir
  • Língua de Sinais Moçambicana: por produzir
  • Revisão de acessibilidade por terceiros: por realizar

Os controlos de acessibilidade existem e funcionam. Isso não equivale a uma revisão de acessibilidade feita por terceiros: essa revisão está proposta e ainda não foi realizada.

Proposta pedagógica — por validar pela Ologa/ATDI. Este conteúdo é um rascunho preparado pela equipa. A sua disponibilidade na plataforma não significa aprovação nem validação técnica.

Duração prevista: 100 minutos, em sessão presencial.

Como o tempo desta lição está distribuído

  • Acolhimento e objectivos: 10 minutos.
  • Exposição: 35 minutos.
  • Actividade prática: 45 minutos.
  • Partilha e síntese: 10 minutos.

Objectivos da lição

  • Aplicar critérios explícitos para escolher modelo de serviço e modelo de implantação para um serviço público concreto.
  • Registar por escrito os pressupostos e as informações em falta que condicionam a escolha.
  • Apresentar e defender uma recomendação fundamentada perante o grupo.

Explicação

Esta lição fecha o módulo com a única pergunta que interessa na prática: dado este serviço, que modelo escolher. A resposta não sai de uma tabela universal; sai de critérios aplicados com honestidade, e de dizer o que ainda não se sabe.

Seis critérios cobrem a maior parte dos casos. Primeiro, a natureza dos dados: há dados pessoais ou sensíveis, e que exigências se aplicam ao seu tratamento e localização. Segundo, o padrão de procura: é constante, tem picos previsíveis, ou é imprevisível. Terceiro, a ligação à internet nos locais onde o serviço é usado, incluindo o que acontece ao atendimento quando ela cai. Quarto, as competências da equipa hoje e as que se conseguem formar num horizonte razoável. Quinto, a dependência do fornecedor e o custo de sair: que formatos, que dados, que reescrita seriam precisos para mudar. Sexto, o custo total, que inclui migração, formação e operação, e não apenas a factura mensal de capacidade.

Ao aplicar estes critérios, três regras ajudam a não errar por hábito. Subir na escala de gestão sempre que não houver razão para descer: escolher o serviço mais gerido que sirva. Não decidir a arquitectura antes de conhecer a ligação à internet dos locais de uso. E escrever os pressupostos: «assumimos que os dados de identificação podem ser tratados por operador contratado» é uma frase que tem de ser confirmada por quem tem competência para isso, não pelo técnico que desenha a solução.

Uma recomendação útil tem sempre quatro partes: a opção escolhida; as opções descartadas e porquê; os pressupostos assumidos; e a lista do que falta apurar, com indicação de quem pode responder. Uma recomendação sem a quarta parte costuma ser uma recomendação que esconde o que não se sabe.

Por fim, uma nota de método: a escolha não é definitiva. Serviços começam num modelo e mudam quando as condições mudam — quando a aplicação antiga é reescrita, quando a ligação melhora, quando a equipa ganha competências. Registar a decisão com data e com os pressupostos permite revê-la sem recomeçar do zero.

O cadastro de agricultores do Serviço Provincial de Tuvane (cenário fictício)

O Serviço Provincial de Tuvane quer informatizar o cadastro de agricultores. Os dados incluem nome, documento de identificação e localização das parcelas. O registo é feito por extensionistas em dez postos, quatro deles com ligação à internet instável. A consulta central é feita por seis técnicos na capital provincial. A equipa informática tem duas pessoas, sem experiência de administração de servidores.

Aplicados os critérios, a proposta é: aplicação em plataforma como serviço, por causa da equipa pequena; base de dados sob controlo directo em nuvem privada do sector, por causa dos dados de identificação, ficando a arquitectura híbrida; e registo nos postos com funcionamento local que sincroniza quando há ligação, por causa dos quatro postos instáveis.

Pressupostos escritos: que existe capacidade disponível na nuvem privada do sector; e que a sincronização diferida é aceitável para o processo de cadastro. Por apurar: o prazo legal de conservação dos dados e quem autoriza o tratamento por operador contratado. Cenário fictício, para exercício.

Actividade prática

Trabalho em grupos de quatro, com apresentação, com 45 minutos de trabalho, seguidos de 10 minutos de partilha e síntese em plenário.

Escolham um serviço real da vossa instituição que ainda não esteja em nuvem — sem usar dados reais de pessoas no exercício.

Apliquem os seis critérios, um a um, e escrevam uma linha de conclusão por critério.

Escrevam a recomendação com as quatro partes: opção escolhida, opções descartadas e porquê, pressupostos assumidos, e o que falta apurar com indicação de quem responde.

Na partilha ouvem-se dois grupos, escolhidos por amostra: 3 minutos de exposição e 1 minuto de comentário cada, seguidos de 2 minutos de síntese. Os restantes grupos entregam a ficha ao formador, que devolve apreciação escrita.

Produto esperado: uma ficha de recomendação de uma página com os seis critérios aplicados, a opção escolhida, as descartadas, os pressupostos e a lista do que falta apurar.

Síntese em leitura fácil

  • A escolha do modelo faz-se com critérios escritos, não por hábito nem por moda.
  • Seis critérios: natureza dos dados, padrão de procura, ligação à internet, competências, dependência do fornecedor e custo total.
  • Escolher o serviço mais gerido que sirva, e descer na escala só com razão.
  • Uma boa recomendação diz também o que ainda não se sabe e quem pode responder.
  • A decisão tem data e pressupostos, e revê-se quando as condições mudarem.

Verificação formativa

Estas perguntas não contam para a nota final e não são perguntas do exame final. Servem para a pessoa formanda confirmar o que percebeu.

  1. Numa recomendação, por que motivo é indispensável a lista do que falta apurar?
  2. Um serviço usado em postos com ligação instável: que critério tem de ser avaliado antes de escolher a arquitectura?

Respostas comentadas da verificação formativa

As respostas abaixo pertencem às perguntas de verificação formativa desta lição. Não são perguntas nem respostas do exame final e não têm qualquer efeito na nota. Tente responder primeiro e só depois compare.

Pergunta 1. Numa recomendação, por que motivo é indispensável a lista do que falta apurar?

Resposta: Porque torna visível o que a decisão está a assumir e permite que quem tem competência confirme ou corrija esses pressupostos.

Comentário: Sem esta lista, um pressuposto por confirmar passa a decisão tomada sem que ninguém repare.

Pergunta 2. Um serviço usado em postos com ligação instável: que critério tem de ser avaliado antes de escolher a arquitectura?

Resposta: A ligação à internet nos locais de uso, incluindo o que acontece ao atendimento quando ela cai.

Comentário: Este critério manda muitas vezes mais do que a preferência tecnológica: determina se é preciso funcionamento local com sincronização posterior.

Progresso apenas neste aparelho. Sem sessão iniciada com matrícula numa turma deste curso, o que marcar fica guardado só aqui e não conta para a sua formação.

Marcar uma lição como feita não regista presença, não dá aprovação nem emite certificado.

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