Proposta pedagógica — por validar pela Ologa/ATDI. Este conteúdo é um rascunho preparado pela equipa. A sua disponibilidade na plataforma não significa aprovação nem validação técnica.
Duração prevista: 90 minutos.
Como o tempo desta lição está distribuído
- Acolhimento e objectivos: 10 minutos.
- Exposição: 30 minutos.
- Actividade prática: 40 minutos.
- Partilha e síntese: 10 minutos.
Objectivos de aprendizagem
No fim desta lição, a pessoa formanda deve ser capaz de:
- Aplicar uma grelha de maturidade digital a um serviço, justificando cada nível atribuído.
- Distinguir maturidade de infra-estrutura de maturidade de processo e de dados.
- Produzir três prioridades a partir de um diagnóstico.
Explicação
Diagnóstico de maturidade serve para responder a uma pergunta prática: onde é que esta instituição está hoje, e qual é o passo seguinte realista? Não é uma classificação para comparar instituições nem um exercício de nota.
É útil avaliar por dimensões separadas, porque uma instituição pode estar avançada numa e atrasada noutra. Propomos cinco: infra-estrutura e conectividade; processos e simplificação; dados e interoperabilidade; pessoas e competências; e governação, isto é, quem decide e com que acompanhamento.
Para cada dimensão, quatro níveis chegam: inicial, quando depende de esforço individual; em desenvolvimento, quando há prática escrita mas não generalizada; estabelecido, quando é prática corrente e acompanhada; e optimizado, quando é revisto com base em dados. Atribuir nível sem justificação escrita torna o diagnóstico inútil três meses depois.
O erro mais frequente é medir só a infra-estrutura, porque é a dimensão mais fácil de contar. Uma instituição com bons computadores e processos por escrever está em nível inicial de processo, e é aí que o próximo investimento rende mais.
Do diagnóstico saem prioridades, não desejos. Uma prioridade útil tem três partes: o que muda, para quem, e como se saberá que mudou. Três prioridades bem escritas valem mais do que quinze intenções.
Exemplo no contexto dos serviços públicos
Cenário fictício, elaborado para exercício. Não corresponde a nenhuma instituição ou pessoa real.
Diagnóstico de um serviço distrital (cenário fictício)
Um serviço distrital fictício avalia-se assim: infra-estrutura em nível estabelecido, porque tem ligação estável e computadores suficientes; processos em nível inicial, porque cada técnico tem a sua forma de tratar o mesmo pedido; dados em nível inicial, porque o registo é feito em folhas de cálculo pessoais; pessoas em desenvolvimento, porque houve formação mas sem plano; governação em nível inicial, porque não há responsável identificado.
A leitura é imediata: comprar mais equipamento não é o passo seguinte. As prioridades saem das dimensões mais atrasadas — escrever o procedimento do pedido mais frequente, centralizar o registo e nomear um responsável.
Actividade prática
Tempo: 40 minutos de trabalho, individual, com validação em pares, seguidos de 10 minutos de partilha e síntese em plenário.
Avalie o seu serviço nas cinco dimensões, atribuindo um dos quatro níveis.
Escreva uma linha de justificação por dimensão, com um facto observável.
Formule três prioridades no formato: o que muda, para quem, como se saberá.
Produto esperado: uma ficha de diagnóstico com cinco níveis justificados e três prioridades no formato indicado.
Síntese em leitura fácil
- Diagnóstico serve para saber o passo seguinte, não para dar nota.
- Avalie cinco coisas em separado: equipamento, processos, dados, pessoas e quem decide.
- Cada nível precisa de uma justificação escrita.
- Uma prioridade diz o que muda, para quem e como se saberá.
Verificação formativa
Estas perguntas não contam para a nota final e não são perguntas do exame final. Servem para a pessoa formanda confirmar o que percebeu.
Pergunta 1. Uma instituição com bom equipamento está digitalmente madura?
Resposta: Não. Equipamento é só uma das cinco dimensões.
Comentário: É frequente encontrar boa infra-estrutura com processos por escrever; nesse caso o investimento seguinte não é em equipamento.
Pergunta 2. O que falta a esta prioridade: «melhorar o atendimento»?
Resposta: Falta dizer o que muda, para quem, e como se saberá que mudou.
Comentário: Sem estas três partes não é possível acompanhar nem prestar contas.
