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Capacitação DigitalPrograma Nacional — Moçambique
Módulo 3 de 4 · Princípios da Transformação Digital

Implementação e Mudança Institucional

Progresso neste dispositivo0/4

Gerir a mudança e a adopção de comportamentos

  • Texto: disponível
  • Síntese em leitura fácil: disponível
  • Leitura em voz alta pelo navegador: disponível
  • Alto contraste e navegação por teclado: controlos disponíveis
  • Vídeo e legendagem: por produzir
  • Língua de Sinais Moçambicana: por produzir
  • Revisão de acessibilidade por terceiros: por realizar

Os controlos de acessibilidade existem e funcionam. Isso não equivale a uma revisão de acessibilidade feita por terceiros: essa revisão está proposta e ainda não foi realizada.

Proposta pedagógica — por validar pela Ologa/ATDI. Este conteúdo é um rascunho preparado pela equipa. A sua disponibilidade na plataforma não significa aprovação nem validação técnica.

Duração prevista: 105 minutos.

Como o tempo desta lição está distribuído

  • Acolhimento e objectivos: 10 minutos.
  • Exposição: 15 minutos.
  • Actividade prática: 70 minutos.
  • Partilha e síntese: 10 minutos.

Objectivos de aprendizagem

No fim desta lição, a pessoa formanda deve ser capaz de:

  • Identificar três causas de resistência à mudança num serviço concreto.
  • Desenhar um plano de comunicação interna com três mensagens e três canais.
  • Definir o apoio necessário nas primeiras semanas de utilização.

Explicação

A resistência à mudança raramente é teimosia. Tem quase sempre três causas concretas: receio de perder competência reconhecida, receio de perder controlo sobre o próprio trabalho e experiência anterior de mudanças que pioraram o dia-a-dia. Quem conduz a mudança deve tratar estas causas como informação e não como obstáculo.

A adopção depende mais das primeiras duas semanas do que de toda a formação prévia. Se, nas primeiras vezes em que usa o sistema novo, a pessoa fica bloqueada sem ajuda, volta ao método antigo e não volta a tentar. Por isso o apoio próximo nos primeiros dias vale mais do que horas de sala.

A comunicação interna deve responder às três perguntas que as pessoas fazem, por esta ordem: o que muda no meu trabalho, o que ganho ou perco, e quem me ajuda quando falhar. Comunicação que começa pela estratégia e nunca chega a estas perguntas não produz adopção.

Ajuda identificar pessoas de referência dentro da equipa: colegas com credibilidade prática que experimentam primeiro e ajudam os restantes. Têm mais efeito do que qualquer circular, e custam apenas o reconhecimento do seu tempo.

Por fim, a mudança de comportamentos do lado dos utentes segue a mesma lógica: informação no ponto de contacto, no momento em que é útil, e um caminho alternativo garantido para quem não consegue usar o novo canal. Uma mudança que obriga sem alternativa gera exclusão e desconfiança.

Exemplo no contexto dos serviços públicos

Cenário fictício, elaborado para exercício. Não corresponde a nenhuma instituição ou pessoa real.

As duas primeiras semanas (cenário fictício)

Num serviço fictício, o novo registo é lançado com uma formação de três horas e um manual. Ao fim de duas semanas, metade da equipa voltou à folha de cálculo antiga.

Na segunda tentativa, a direcção muda a abordagem: duas pessoas de referência ficam disponíveis nas primeiras duas semanas, o manual é reduzido a uma página com as cinco operações mais frequentes, e há um ponto diário de cinco minutos para dúvidas.

A diferença entre as duas tentativas não foi a formação nem o sistema. Foi a presença de apoio no momento da dificuldade.

Actividade prática

Tempo: 70 minutos de trabalho, em grupos de três, seguidos de 10 minutos de partilha e síntese em plenário.

Identifiquem três causas prováveis de resistência à iniciativa que escolheram.

Escrevam três mensagens de comunicação interna, cada uma respondendo a uma das três perguntas que as pessoas fazem, e escolham o canal de cada uma.

Desenhem o apoio das duas primeiras semanas: quem, quando, como se pede ajuda.

Produto esperado: plano de adopção com causas de resistência, três mensagens com canal, e o esquema de apoio das duas primeiras semanas.

Síntese em leitura fácil

  • Resistir à mudança tem motivos. Ouça-os.
  • As duas primeiras semanas decidem se a mudança pega.
  • Diga o que muda no trabalho, o que se ganha e quem ajuda quando falha.
  • Colegas de referência ajudam mais do que circulares.
  • Garanta sempre um caminho alternativo para quem não consegue usar o canal novo.

Verificação formativa

Estas perguntas não contam para a nota final e não são perguntas do exame final. Servem para a pessoa formanda confirmar o que percebeu.

Pergunta 1. Porque é que a formação prévia, sozinha, não garante adopção?

Resposta: Porque a desistência acontece na primeira dificuldade real, se não houver apoio próximo.

Comentário: O apoio nas primeiras duas semanas tem mais efeito do que horas adicionais de sala.

Pergunta 2. Qual é a primeira pergunta que as pessoas fazem perante uma mudança?

Resposta: O que muda no meu trabalho.

Comentário: Começar pela estratégia institucional costuma perder a audiência antes desta resposta.

Progresso apenas neste aparelho. Sem sessão iniciada com matrícula numa turma deste curso, o que marcar fica guardado só aqui e não conta para a sua formação.

Marcar uma lição como feita não regista presença, não dá aprovação nem emite certificado.